Segundo a análise tradicional, conhecimento é uma crença verdadeira e justificada. Crença, verdade e justificação são condições para que possamos dizer que conhecemos algo. É necessária a crença, pois uma pessoa pode muito bem dizer algo que corresponde à verdade, mas, se não há crença, a pessoa o negará, e não se pode saber algo que se nega ou se tem dúvida. Mas a crença por si mesma não pode ser aceita como conhecimento, porque ela não garante a correção do fato em que se acredita. Eis a segunda condição do conhecimento: a correção e a verdade da crença. E, para estabelecer o vínculo entre a crença e a verdade dos fatos, nos servimos da justificação, que é o ato de dar boas razões para afirmar que a crença é verdadeira. Assim, temos a definição tripartida do conhecimento: crença, verdade e justificação. Essa definição é um dos temas da epistemologia (ou teoria do conhecimento), que busca entender como conhecemos as coisas, quais os tipos de conhecimento, seus limites e sua pró...
A escrita surgiu em diferentes sociedades entre 5.500 a.C. e 600 a.C., respondendo à necessidade de registrar operações primitivas de comércio e acontecimentos. Com o decorrer do tempo, passou a servir a vários outros propósitos – como a arte e o ensino – e desenvolveu-se como diferentes sistemas em diversas regiões do mundo. A escrita alfabética é um desses sistemas e se espalhou pelo ocidente, e é através dela que representamos a língua portuguesa, utilizando símbolos que marcam não apenas os sons (letras) e a entonação (acentuação), mas também a organização e a intenção das frases (pontuação). Mas as línguas que hoje são escritas nasceram na oralidade e, para produzir bons textos, faz-se necessário compreender as distinções entre as modalidades oral e escrita da língua, identificar suas relações e perceber seu contínuo. Da mesma forma que a escrita surgiu representando conceitos já presentes na linguagem oral, o indivíduo adquire a oralidade primeiro, no início da infânci...
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